sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Albrecht Dürer | Desenhos


1: Desenho a esferográfica sobre papel do original de Albrecht Dürer - Adão e Eva, 1584. 

2: Desenho a esferográfica sobre papel do original de Albrecht Dürer - O filho prodígio, 1494/1498. O original está em Paris, na Bibliothèque Nationale. 

3: Desenho a esferográfica sobre papel do original de Albrecht Dürer - Autoretrato, 1484. O original foi feito a ponta de prata sobre papel.



Grandes Exploradores | Marco Polo


Kublai Khan conferindo o seu selo dourado aos Polos (Pai e filho) na nova Capital, Cambaluc (actual Pequim). Depois de obterem os favores do Khan, os Polos foram acumulando riquezas e louros na China durante os 30 anos seguintes. Situada na rota da Seda, Cambaluc foi a porta aberta para as Aventuras de Marco Polo.

Marco Polo (Veneza, 15 de setembro de 1254 – Veneza, 8 de janeiro de 1324) 
Mercador, embaixador e explorador. Nasceu em Veneza na Idade Média. Juntamente com o seu pai e seu tio, Nicolau Polo e Matteo Polo, foram uns dos primeiros ocidentais a percorrer a Rota da Seda. Partiram no início de 1272 do porto de Laiasso (Layes) na Arménia. O relato detalhado das suas viagens pelo oriente, incluindo a China, foi durante muito tempo uma das poucas fontes de informação sobre a Ásia no Ocidente.

Maurits Cornelis Esher


Sketchbook, esferográfica sobre papel
"Relatividade", 1953 | MC ESHER * "Cascata", 1961 | MC ESHER

Maurits Cornelis Escher (1898-1972) is one of the world's most famous graphic artists.
He is most famous for his so-called impossible constructions, such as Ascending and Descending, Relativity, his Transformation Prints, such as Metamorphosis I, Metamorphosis II and Metamorphosis III, Sky & Water I or Reptiles.

Apart from being a graphic artist, M.C. Escher illustrated books, designed tapestries, postage stamps and murals. He was born in Leeuwarden, the Netherlands, as the fourth and youngest son of a civil engineer. After 5 years the family moved to Arnhem where Escher spent most of his youth. After failing his high school exams, Maurits ultimately was enrolled in the School for Architecture and Decorative Arts in Haarlem.

Veduta dell Arco di Tito | Gian Batista Piranesi

Sketchbook, esferográfica sobre papel

VEDUTA DELL'ARCO DI TITO. - [1756-57].
Veduta, (em italiano: "vista"), pintura detalhada, desenho ou gravura que descreve uma cidade ou lugar. A primeira veduta provavelmente foi pintado por artistas do norte da Europa que trabalharam na Itália, como Paul Brill (1554-1626), um paisagista da Flandres que produziu uma série de vistas marinhas e cenas de Roma que foram comprados pelos visitantes.

Gian Batista Piranesi
Giovanni Battista Piranesi nasceu perto de Veneza, em 1720 e morreu em Roma em 1778. Foi arquitecto, arqueólogo, teórico, decorador de interiores, designer de mobiliário e, para além de ter inovado a veduta até ultrapassar o próprio género, é um dos maiores expoentes da Gravura europeia. A sua abordagem da Antiguidade, em termos estéticos e teóricos, teve uma imediata e duradoura influência no Neo-classicismo em toda a Europa e o seu génio criativo perpassou o século XIX, foi retomado pelo Surrealismo e perdura até à actualidade (http://purl.pt/369/1/ficha-obra-piranesi.html)

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Vitória de Samotrácia | 190 a.c. | Museu do Louvre

Criada por volta de 190 a.C, tem pouco mais de 3 metros de altura. Já do período helenístico, é a representação da deusa grega Nike e atualmente está em lugar de destaque numa escadaria do Museu do Louvre, em Paris.

Descoberta por Charles Champoiseau, arqueologista francês em 1863 nas ruínas do Santuário dos Grandes Deuses na ilha grega de Samotrácia. 

Com um excelente trabalho de drapeados, representa a forma de mulher alada que figurava na proa de um navio de guerra.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Portal de Ishtar | Rei Nabucodonosor


Construído por volta de 575 a.C. a mando do rei Nabucodonosor II de Babilônia, o Portal de Ishtar tornou-se a principal entrada da cidade e foi dedicado à deusa acádia Ishtar, que representa a fertilidade.

Considerada uma das mais importantes obras arquitetônicas empreendidas por Nabucodonosor (que também ordenou a construção da Torre de Babel e os Jardins Suspensos), o Portal de Ishtar tinha um longo corredor adornado com azulejos azuis brilhantes, cobertos por dragões dourados e leões em tijolos com vidro. Com duplos portões na entrada, o portal abrigava uma vasta antecâmara, com tecto e vidros de cedro.

A riqueza nos detalhes artísticos elevaram o Portal de Ishtar ao status de uma das maiores maravilhas do Mundo Antigo. Era um dos oito portões que constituíam a beleza arquitetônica da Babilônia.

Nas festas de fim de ano, os mesopotâmicos costumavam trazer estátuas dos deuses que veneravam (por serem politeístas) e realizavam procissões por todo o trajeto do portal.

Em Berlim, há uma reconstrução do Portal de Ishtar graças ao material encontrado nas escavações do arqueólogo Robert Koldewey, entre 1902 e 1914. Na secção Museu do Antigo Oriente Próximo, do Museu Pergamon de Berlim, há uma réplica do portal com base nas informações coletadas por Koldewey.

Cerâmica Grega | Estilo geométrico

A cerâmica grega era uma mercadoria de primeira necessidade pelas múltiplas funções que possuía (uso doméstico, artesanal e comércio, apoio às cerimónias religiosas e fúnebres). O seu estudo é, entre o de todas as outras artes gregas, aquele que melhor documenta a evolução da arte plástica grega e também a evolução social, cultural e política da História da Grécia.

Vaso Dipylon, século VIII a.c.. Representação de procissão de enterro. Carpideiras de braços erguidos, câmara ardente, guerreiros e carros são algumas das representações presentes. Vaso de grandes proporções para depositar as cinzas do defunto.









Em baixo, pormenor de vaso, representando um Naufrágio. Estilo Geométrico, 800 a.c..

















terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Mobiliário no Egipto | Exemplos



No Antigo Egipto, o simples facto de ter móveis era um indicador de um nível cultural superior ao da mera subsistência. Em cerca de de 3100 a.C. já tinham sido inventados a cama, a cadeira e o banco, a mesa e a arca.
Essas armações vão das mais simples, constituídas por pernas e partes laterais unidas por meio de correias, a camas feitas de quatro peças de madeira encaixada em trabalhosos ângulos. 

Os encaixes eram simples:
Camas de partes laterais e cabeceiras encaixadas por meio de juntas perfeitas de espiga, de pernas em forma de pata de touro, encaixadas na armação da cama e fixas com correias, apresentando os lados da armação fendas por onde passavam as correias que formavam o fundo da cama.


Arte Suméria | Deus Tamuz


Estátua com aplicações em ouro, representando o deus Tamuz.

O deus Tamuz era a deidade por quem mulheres hebraicas apóstatas foram vistas chorando, em Jerusalém, no sexto ano do exílio do profeta Ezequiel (612 AEC).

Nos textos sumerianos, Tamuz é chamado de Dumúzi e é identificado como o consorte ou amante da deusa da fertilidade Nana (babilônia Istar). Tem-se sugerido que Tamuz originalmente era um rei que foi deificado após a sua morte. Textos sumerianos, que se crê serem do século 18 AEC, mostram que os reis da Suméria eram identificados com Dumúzi.




A respeito da identificação de Tamuz, D. Wolkstein e S. N. Kramer observaram: “Havia um bom número de ‘deuses que morriam’ na antiga Suméria, mas o mais bem-conhecido é Dumúzi, o bíblico Tamuz, por quem as mulheres de Jerusalém ainda pranteavam nos dias do profeta Ezequiel. Originalmente, o deus Dumúzi era um mortal governante sumeriano, cuja vida e morte causara profunda impressão nos pensadores e mitógrafos sumerianos.” (Inanna, Queen of Heaven and Earth [Nana, Rainha do Céu e da Terra], Nova Iorque, 1983, p. 124) Em adição, O. R. Gurney escreveu: “Dumúzi era originalmente um homem, um rei de Ereque . . . A natureza humana de Dumúzi é, além do mais, confirmada pela passagem mitológica em que ele diz a Nana: ‘Vou conduzir-te à casa do meu deus.’ Esta não é a maneira de um deus falar.” — Journal of Semitic Studies (Revista de Estudos Semíticos), Vol. 7, 1962, pp. 150-152.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Arte Suméria

Suméria, nome que significa na Bíblia, Sinar; do acádio Šumeru; em sumério: ki-en-ĝir15, algo semelhante a "terra de Reis civilizados". Mais antigos que os egípcios, foi a civilização que existiu no sul do Iraque, durante terceiro milénio a.C.. Edificaram vários templos, dos quais restam hoje tijolos, pórticos e colunas, localizados nas ruínas das cidades de Ur, Shirpula, Erech e outras. 

Este povo também criou a escrita mais primitiva da humanidade, a cuneiforme. 

O que vulgarmente nos lembra-mos logo quando falamos nesta civilização são os edifícios religiosos a que chama-mos zigurates, construções imponentes de altos patamares em cadência decrescente. Os Zigurates eram construções perecíveis, pois eram edificados com tijolo de adobe seco ao sol. Na bíblia, é associado à imagem da torre de Babel, o edifício construído por homens que tocaria no céu e desafiaria o próprio Deus dos Hebreus. Ao que Deus responderia com a famosa confusão de línguas, segundo o relato bíblico.




sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Túmulo de Tutancamon

Tutancamon é a figura de um dos mais famosos faraós graças ao descobrimento do seu sarcófago e respectivos pertences em estado intacto. Um dos poucos túmulos que ainda não tinha sido saqueado e cujas peças vendidas como raridades egípcias. 

Nascido em 1341 a.C. subiu ao trono aos nove anos de idade e governou pouco tempo, morrendo em 1323 a.C. de causa incerta. Segundo as inscrições, sua educação se iniciou aos quatro anos de idade. Aprendeu a ler, escrever e tinha aulas de teocracia, aritmética, geometria e medicina. 

Era comum naquela época, o casamento entre crianças imperiais e irmãs a fim de solidificar o trono; por isso, Tutancamon teve que seguir o protocolo imperial e casou-se com uma princesa quatro anos mais velha que ele, chamada Ankesenamon (filha de Akenaton e Nefertiti). Seu reinado era orientado por sacerdotes egípcios que o influenciavam a implantar a crença politeísta que Akenaton havia proibido. 

Seu corpo e tesouros foram encontrados pelo egiptólogo Howard Carter em 1922, após quinze meses de escavações no Vale dos Reis ao Sul do Cairo. É constituída por uma vasta colecção de vasos, carruagens, tronos e jóias. Grande parte está em exposição no Museu do Cairo.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Busto de Nefertiti :: Museu de Berlim

A descoberta da escultura do mais famoso busto egípcio em 1912 foi uma sensação. Mas a "mais famosa berlinense" continua a ser um enigma até hoje: quem foi realmente Nefertiti, ningém sabe dizer com certeza. Para além disso, ainda hoje continua a ser reivindicada pelo museu de Cairo.

O busto de Nefertiti é um busto de calcário, c. de 1345a.C., possivelmente executado pelo escultor Tutmés. Retratata Nefertiti, a Grande Esposa Real do faraó egípcio Akhenaton, uma das obras de arte mais imitadas do Antigo Egito. Devido a esta representação, Nefertiti tornou-se uma das mulheres mais célebres da Antiguidade, bem como um ícone da beleza feminina. Os seus traços são suaves, fluidos e elegantes, com destaque para o proeminente pescoço.


Escultura Egipcia :: Gizé

 
A estátua em pedra e em tamanho natural de Quéfren (2530? a.C.) de Gizé foi esculpida a partir de um sólido bloco de diorite, a pedra mais resistente que se podia obter durante o Antigo Império egípcio. Mede 1,65 m e representa o soberano faraó idealizado, com fortes linhas geométricas e proporções dramáticas. O falcão do deus Hórus abraça com suas asas a cabeça do soberano para lembrar que o faraó é filho de Hórus.

busto em baixo retrata Ankh-haf, um príncipe da IV dinastia, filho do grande rei Seneferu e de uma esposa secundária desconhecida. Meio-irmão do poderoso rei Khufu, Ankh-haf deteve vários cargos importantes, entre eles o de  supervisor das obras reais durante o reinado de Khafré, seu sobrinho.

Miquerinos (c. 2490 a 2472 a.C.) e sua esposa Kamerernebti, num imponente grupo em xisto, de tamanho natural, lado a lado, representados com a mesma altura, o olhar voltado para o horizonte. Tanto no Império Antigo (c. 2575 a 2134 a.C.) quanto no Império Médio (c. 2040 a 1640 a.C.) os vestígios dos templos mostram a importância do papel da rainha através de sua representação monumental ao lado do soberano. Elas atuavam como conselheiras do rei, o que lhes fornecia a experiência necessária para, eventualmente, se tornarem regentes ou tutoras dos filhos.

Por fim, o escriba acocorado, evocando o valor desta profissão na cultura egípcia, ao ponto de ser digno de representação escultórica. 2400 A.C.